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sábado, 6 de outubro de 2012

Crescendo em Cristo - Lição da Escola Sabatina 4º Trim 2012

Olá pessoal! A lição do 4º Trimestre de 2012 vem com o título: “Crescendo em Cristo” e vamos expor um pouquinho aqui sobre a sua abordagem.

Todos acreditam em algo. Mesmo os que afirmam não crer em nada, ou em nada absoluto, ainda assim acreditam em alguma coisa (nesse caso, em seu relativismo).

As crenças são importantes porque afetam grandemente nossa maneira de viver. No entanto, para alguns cristãos a comunidade ou o senso de pertencer são mais importantes do que a crença ou o comportamento. A comunidade, porém, deve estar fundamentada em crenças, objetivos e interesses comuns.

Alguns argumentam que o importante é o amor a Cristo, e não à doutrina. Parece bonito, mas a Bíblia nunca separa o amor a Cristo do amor à verdade. A Bíblia exorta: “Seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4:15, 16).

Conhecer a doutrina não é meramente acumular informações corretas. Ao contrário, conhecer a doutrina resulta no amor a Deus (2 Jo 6-10). Além disso, A Bíblia está preocupada com a “sã doutrina” porque, entre outras coisas, ela afeta a vida ética (I Tm 1:9, 10; Tt2:1-5).

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma declaração de 28 crenças fundamentais. Elas não são um credo, no sentido de que não se poderia esperar nenhum desenvolvimento adicional das verdades nelas expressas (ou de que mesmo novos ensinamentos pudessem ser acrescentados). E, embora devamos estar sempre abertos a receber mais luz, um firme consenso sobre essas crenças é essencial à unidade e à missão da igreja.

Neste trimestre, focalizaremos alguns desses ensinamentos. Atenção especial será dada à crença n. 11, “O Crescimento em Cristo”, aprovada pela Sessão da Associação Geral realizada em Saint Louis, Missouri, nos EUA, em 2005 (ver as lições 5-7).

Dentro do tema do grande conflito, e diretamente relacionado com ele, a salvação em Cristo é o fio que percorre todas as nossas doutrinas. O grande conflito e as questões que ele gerou, coloca em cenário o plano da redenção, que está implícito e permeia todas as 28 Crenças Fundamentais.

As doutrinas não são um fim em si mesmas, mas são um meio para conhecermos Jesus e crescermos nEle pessoalmente.

Sim, todos acreditam em alguma coisa. O objetivo do estudo deste trimestre é ajudar-nos a não apenas acreditar na Verdade, mas amar a Cristo ainda mais (Jo 14:6) e crescer na Sua graça.

Vamos conferir no vídeo abaixo os temas principais a serem estudados na lição.

sábado, 1 de setembro de 2012

Vida da Igreja

Olá gente! Bom dia a todos! Segue mais um comentário da lição da Escola Sabatina dessa nova semana, que vem com o título “VIDA DA IGREJA”.

                         

Verso para Memorizar: “Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom” (I Ts 5:20, 21).

Conceito-Chave da Lição: A vida do corpo de Cristo deve ser fundamentada na submissão completa a Deus e marcada pela expressão de amor mútuo, respeito e apoio entre os líderes da igreja e os membros em geral.

As lições de domingo e segunda abordam o tratamento das pessoas para com os líderes e estes para com as pessoas.

Um famoso especialista em liderança disse que TODA A ASCENSÃO OU QUEDA SE DEVE À LIDERANÇA. Por mais chocante que isso pareça, a própria história testemunha a verdade dessa afirmação. Seja nas histórias dos reis de Israel no Antigo Testamento ou nas histórias mais recentes do mundo dos negócios e sobre os líderes mundiais, percebemos que os líderes desempenham um papel extraordinário em determinar o sucesso ou o fracasso do povo e dos acontecimentos que estão sob sua liderança.

Para destacar o tipo de diferença que um líder cristão pode fazer no mundo ou na igreja, reflita nas seguintes QUALIDADES DE UM LÍDER DE SUCESSO. Ele:

1. Usa seu poder para o bem no momento certo e da maneira correta;

2. É responsável por seus próprios erros;

3. É honesto não apenas nas coisas grandes, mas também nas pequenas;

4. Motiva e inspira os outros;

5. Lidera pelo exemplo;

6. Põe os outros em primeiro lugar;

7. Supera as adversidades;

8. Mantém sua integridade com firmeza;

9. Sabe quando pode se comprometer sem prejudicar os princípios;

10. Coloca o serviço ao próximo acima da promoção pessoal.

Citações acima foram retiradas de Jonh C. Maxwell, Developing the Leader Within You – desenvolvendo o líder dentro de você – Nashville, Thomas Nelson, inc., 1993, p. IX, 201, 202.

Embora essas qualidades de liderança certamente sejam inspiradoras, muitos frequentemente elas parecem ser mais a exceção do que a regra. O que uma pessoa precisa fazer para manifestar ou desenvolver tais habilidades de liderança? Pense nisso e divida com a sua classe da escola sabatina.

A Importância e as Responsabilidades dos Líderes da Igreja – leia 1 Ts 5:12-15. É importante lembrar que, quando Paulo escreveu essas instruções finais aos tessalonicenses, a igreja de Tessalônica tinha apenas alguns meses de existência e era composta basicamente de gentios convertidos. Isso significa que os líderes nomeados pelo apóstolo haviam tido pouco tempo para um treinamento formal antes de ser repentinamente (e certamente de modo desconfortável) lançados no centro das atenções. Ainda que eles fizessem seu melhor para preencher a lacuna de poder deixada pela ausência de Paulo, é compreensível que nem todos tivessem ficado satisfeitos com os novos arranjos. Uma coisa era ouvir Paulo, mas outra coisa totalmente diferente era ouvir os líderes que eram novos cristãos, assim como qualquer um deles.

À luz da perseguição enfrentada pelos tessalonicenses depois da partida de Paulo, não é difícil imaginar que os líderes da igreja tivessem cometido alguns erros ao longo do caminho e que alguns membros provavelmente não houvessem levado muito a sério sua autoridade. Foi contra esse pano de fundo que Paulo exortou os conversos tessalonicenses a receber com apreço seus líderes e a valorizá-los pelo trabalho que eles faziam (1 Ts 5:12).

Em que tipo de trabalho os líderes de Tessalônica estavam envolvidos? Paulo não apresentou muitos detalhes, mas mostrou algumas evidências que nos ajudam. Primeiramente, Paulo descreveu os líderes locais como aqueles que “trabalham entre” os irmãos (1 Ts 5:12). A palavra traduzida como TRABALHO se refere a um tipo difícil de atividade e aos exaustivos esforços associados ao trabalho manual. Levando em conta que os líderes de Tessalônica muito provavelmente tivessem empregos de tempo integral, além de suas responsabilidades na igreja, eles certamente ficavam fisicamente esgotados no fim do dia. Mas a parte muito mais difícil do ministério é a exaustão espiritual, mental e emocional que resultam das preocupações com os fardos, angústias e necessidades dos outros.

Outro aspecto do trabalho dos líderes da igreja era a tarefa de ADMOESTAÇÃO, que se referia ao ofício de advertir contra o mau comportamento e as consequências que resultam desse comportamento. Mesmo que a tarefa de admoestar nunca seja fácil, é importante notar que a palavra usada por Paulo não envolve o tipo de repreensão severa que faz com que alguém se sinta menosprezado e amargurado. O objetivo da admoestação não é ferir, mas curar.

Embora os líderes da igreja fossem responsáveis pelo cuidado de sua congregação local, Paulo deixou claro que o trabalho do ministério não devia ser responsabilidade única dos líderes. TODOS NÓS somos chamados a CUIDAR UNS DOS OUTROS, seja advertindo os desobedientes, encorajando os desanimados ou ajudando os fracos espiritualmente (Rm 14:1, 2; 1 Co 8:10,11). Em todos os casos, é importante lembrar de ser PACIENTE (Rm 15:1; 1 Co 13:4) com aqueles a quem estamos ministrando.

A Última Palavra – Leia I Ts 5:23, 24. As instruções de Paulo à liderança e aos leigos deixam claro que o tipo de vida que Deus deseja para Seu povo não acontece automaticamente, uma vez que as pessoa venha para Jesus. Depende de determinação pessoal para entregar a vida ao Senhor, diariamente, e de tomar, a cada momento, a decisão de colocar as necessidades dos outros antes das necessidades pessoais. Mas isso ainda não é suficiente. Paulo deixou claro que todos necessitamos do ensinamento e liderança cristãos. A preparação para o reino de Deus não é uma tarefa solitária, mas também requer o afetuoso cuidado e apoio da família da igreja.

Então, depois de todas as instruções que Paulo havia dado sobre viver de modo agradável a Deus (1 Ts 4:1), ele lembrou os tessalonicenses de que, no fim, Deus é o único capaz de produzir tal mudança em nossa vida. Nada podemos fazer para que isso aconteça. O poder necessário para se ter uma vida de santidade está em Deus e somente nEle (1 Ts 3:13). E, se quisermos, Ele fará essa obra em nossa vida.

BONS ESTUDOS!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Os Mortos em Cristo

Olá gente! Como estão vocês? Tudo bem?
 
Vamos aos comentários da lição da escola sabatina dessa semana? A lição vem com o título "Os Mortos em Cristo".


Só que hoje não vamos comentar, mas divulgar um vídeo que é produzido toda semana para auxiliar alunos e professores com a lição, dando uma recapitulada, ilustração, sugestões e ideias.
 
O vídeo é publicado no site A Missão. Para conhecer o site e ter acesso direto ao vídeo, clique AQUI. A produção do vídeo é feita pelo pastor Edison Choque, diretor sul americano da escola sabatina.
 
O vídeo citado acima segue abaixo, ok! Assim vc poderá ficar na nossa página e conferir mais coisas! Bons estudos!
 
 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Vida Santa - Parte II

Como dito na postagem anterior, o comentário da lição dessa semana foi dividido em duas partes. Na primeira parte, apresentamos um vídeo do projeto 1 Click Away contra a pornografia na igreja, promovido pelo ministério do pastor Josh McDowell. Para acessar a reportagem e conferir o vídeo, clique AQUI. Vale a pena ver, viu gente!

Segue um breve comentário da lição da escola sabatina, cujo tema da semana é “Vida Santa”.



COMENTÁRIO BÍBLICO – A SITUAÇÃO NOS DIAS DE PAULO

Leia 1 Tessalonicenses 4:1-3. Um dos desafios que Paulo enfrentou como apóstolo dos gentios foi o problema da imoralidade sexual no mundo antigo. Como a lição indica, IMORALIDADE SEXUAL é a tradução da palavra grega PORNEIA, que se refere a qualquer forma pervertida de comportamento sexual, contrária a vontade de Deus, incluindo sexo antes do casamento, adultério, prostituição, pornografia, etc. Os gentios estavam famintos pelo evangelho, mas muitos estavam se esforçando para se afastar das práticas aceitas como parte da cultura em que eles viviam no dia a dia. Considere como F. F. Bruce resume os relacionamentos disponíveis para o homem no mundo pagão: “Um homem podia ter uma amante... (hetaera) que poderia oferecer também uma companhia intelectual. O sistema de escravidão tornou mais fácil para que ele tivesse uma concubina..., embora o prazer ocasional estivesse prontamente disponível por meio de uma prostituta... (porné). A função de sua esposa era administrar a casa e ser a mãe de seus filhos e herdeiros legítimos” (Word Biblical Commentary, 1 and 2 Thessalonians, Waco, Texas: Word Books, 1982, v. 45, p. 82).

Foi nesse contexto que Paulo teve que lembrar continuamente aos cristãos gentios que, embora o mundo não desaprovasse esse tipo de comportamento, isso era contra a vontade de Deus. A ordem não era apenas para evitar o excesso dos gentios. Paulo os aconselhou a se ABSTER da imoralidade (1Ts 4:3). A palavra que Paulo usou para “abster-se” significa “evitar todo contato” com a imoralidade sexual, “afastar-se” disso completamente. Na sua carta aos coríntios, Paulo exortou os crentes a fugir da “imoralidade sexual” (1 Co 6:18). Paulo queria que a questão fosse compreendida. Não se deve brincar com o pecado sexual. Uma vez que ele apanha uma pessoa, se torna muito difícil livrar-se dessas garras mortais.

O DESÍGNIO DE DEUS PARA O COMPORTAMENTO SEXUAL

Leia 1 Tessalonicenses 4:1-12. Um pai sábio entende que proibir um comportamento não é suficiente. Deve-se prover também instrução positiva sobre o que fazer como alternativa. Paulo seguiu na mesma direção. Em vez de simplesmente dizer aos novos conversos que ficassem longe da imoralidade sexual, ele deu instruções positivas a respeito de como o desejo sexual deve ser satisfeito.

Em vez de permitir que as paixões sexuais os levem de um encontro sexual a outro, Paulo disse que o contexto apropriado para o sexo é o casamento, e mesmo no matrimônio ele deve ser exercitado com domínio próprio e “honra” (1 Ts 4:4-5). Como a lição salienta, o verso 4 literalmente diz que os cristãos devem “possuir seu (próprio) vaso”. Embora essa frase seja ambígua, três fatores indicam que ela é mais bem compreendia como referencia ao casamento.

Primeiro, com frequência a palavra vaso é usada em sentido metafórico no Novo Testamento, em referência aos seres humanos (leia At 9:15, 2 Co 4:7, 1 Pe 3:7). Segundo, o verbo grego para possuir também é usado na tradução grega do Antigo Testamento, em referência ao processo de adquirir o direito de ter uma esposa (Rt 4:10). Finalmente, Paulo disse praticamente a mesma coisa, ainda que em termos mais claros, aos gregos gentios de Corinto. Depois de dizer que eles deviam fugir da “imoralidade sexual”, Paulo declarou: “Por causa da tentação para a imoralidade sexual, cada homem deve ter sua própria esposa e cada mulher seu próprio marido” (1 Co 7:2, Biblia ESV, tradução nossa). Isso não quer dizer, obviamente, que o sexo é a única razão para se casar. Em outros textos, Paulo falou muita coisa a respeito da importância do amor no casamento. O assunto aqui é simplesmente que o sexo deve ser reservado ao casamento.

A instrução final de Paulo é que, mesmo no casamento, o comportamento sexual deve ser expresso em santidade e honra. A certidão de casamento não dá ao cônjuge o direito de fazer exigências sexuais ao outro. O casamento deve ser um ele sagrado, no qual homem e mulher se unem em intimidade sexual que glorifique a Deus e edifique um ao outro.

Para finalizar, pense nas histórias do antigo testamento. Quais delas apresentam exemplos positivos e negativos do comportamento sexual? O que podemos aprender com essas situações?

Bons estudos!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Vida Santa - Parte I - e campanha contra a pornografia

Olá queridos! Vamos dividir a lição da escola sabatina em duas partes, ok?

A primeira parte que vamos destacar aqui nessa postagem é um assunto a ser abordado de forma geral. Queremos apresentar um vídeo da igreja adventista em campanha contra a pornografia em qualquer de seu aspecto. O vídeo é da elaboração do projeto 1 Click Away contra a pornografia na igreja, promovido pelo ministério do pastor Josh McDowell. Como o assunto está relacionado com a lição dessa semana, daí a divisão da postagem, ok!

A lição dessa nova semana vem com o título “Vida Santa”.

Tenha em Mente: A natureza delicada e pessoal da lição desta semana provavelmente deixe muitos alunos constrangidos, incluindo, talvez, o professor. Embora isso possa ocorrer, como cristãos não mais podemos evitar a questão do comportamento sexual simplesmente porque isso nos deixa desconfortáveis. A Palavra de Deus tem muito a dizer sobre esse assunto e seus conselhos são desesperadamente necessários. Jovens e velhos, solteiros e casados, crentes e descrentes, todos lutam com essa questão. Não perca a oportunidade que esta lição oferece, ao trazer convicção, cura e esperança aos que enfrentam dificuldades nessa área.



Verso Para Memorizar: “Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1Ts 4:7).

Conceito-chave: Os cristãos não devem ser controlados pela paixão sexual, mas pelo desejo de agradar a Deus, tendo uma vida santa, marcada pelo controle sexual e pureza.

A sexualidade humana é uma das forças mais bonitas, poderosas e misteriosas no Universo. Pode unir um homem e uma mulher, como um, criando um vínculo de intimidade e amor que dura por toda a vida. Em forte contraste com isso, ela também pode produzir uma vida de sofrimento e dor, quando se torna o meio de explorar os outros para a satisfação das próprias paixões sexuais. Infelizmente, com muita frequência, as páginas da história estão cheias de histórias de homens e mulheres que experimentaram os males da exploração sexual, em lugar da beleza do amor.

Se o sexo é tão bonito e poderoso quando abordado de maneira correta, mas tão devastador quando usado de forma errada, onde as pessoas devem procurar orientação e direção? Alguns se voltam para celebridades ou para pessoas que aparecem em programas de televisão, outros procuram em revistas, na internet, ou buscam conselhos de amigos. Infelizmente, poucos procuram orientações na Bíblia ou, pelo menos, levam a sério seus conselhos.

De acordo com uma pesquisa realizada com estudantes de graduação da Universidade de Yale, 71% dos entrevistados disseram que sua visão religiosa não afetava “em nada” sua vida sexual. Dos restantes, 19% disseram que seus pontos de vista religiosos afetavam “um pouco” seu comportamento sexual e apenas 10% disseram que a religião influenciava “muito” seu comportamento sexual (http://www.yaledailynews.com/news/2010/feb/11/for-faithful-few-a-balancing-act/).

Os resultados dessa pesquisa sugerem que muitos estudantes têm entendido que as “regras” bíblicas sobre sexo significam que Deus é “contra” o sexo e que Ele não quer que o desfrutemos. Infelizmente, a igreja tem, às vezes, ajudado a reforçar essa ideia, caracterizando o sexo como algo sujo e pecaminoso. Entretanto, nada poderia estar mais longe da verdade. Deus criou o sexo. A razão pela qual Ele tem tantas regras a esse respeito é que Ele valoriza muito esse assunto. O Senhor também sabe que, por causa do pecado, o sexo muitas vezes é distorcido e voltado para o abuso. A vontade de Deus é que experimentemos o sexo em seu sentido mais completo e bonito, e isso só acontece quando o aceitamos da forma como Ele nos deu no princípio.

O comentário bíblico segue no próximo post!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Amigos para Sempre

A lição dessa nova semana tem como título “Amigos para Sempre”. Segue um breve comentário de alguns pontos principais da mesma. Vale lembrar que a leitura deste artigo não substitui o estudo diário da mesma.



Verso para Memorizar: “Que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os Seus santos” - I Ts 3:13.

Conceito-chave: A preocupação de Paulo com o bem-estar espiritual dos crentes em Tessalônica ilustra os laços de companheirismo e estreita amizade que unem a vida dos seguidores de Deus.

Enriquecendo a lição: Entre 1955 e 1965, um psicólogo americano chamado Harry Harlow realizou uma série de testes de isolamento social com filhotes de macacos pelo período de até um ano. Cada macaco foi separado da mãe ao nascer e foi impedido de desenvolver outros relacionamentos. Eles foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo experimentou um isolamento parcial, crescendo em gaiolas individuais de arame. O segundo grupo, porém, experimentou isolamento total de qualquer outro ser vivo. Em seguida, em vários momentos, alguns dos macacos, em teste foram apresentados a outros macacos. Os resultados dos testes foram chocantes.

Embora nenhum macaco tivesse morrido durante o isolamento, cada um deles desenvolveu graves problemas psicológicos devido à falta de socialização. Quando os macacos foram colocados em sociedade, eles frequentemente experimentaram choque emocional, caracterizado por comportamento como: autoagressão, agitar o corpo de um lado para outro e a incapacidade de formar relações sociais normais. Para alguns, o choque foi tão esmagador que eles se recusaram a comer e acabaram morrendo. O relatório da autópsia especificou como causa da morte a anorexia emocional. Dependendo da extensão de seu isolamento, alguns macacos experimentaram uma recuperação limitada, com uma exceção: os testes determinaram que doze meses de isolamento praticamente eliminaram qualquer chance de recuperação social (Harry F. Harlow et al., “Total Social Isolation in Monkeys”, Proceedings of the National Academy of Sciences [Isolamento Social Total em Macacos, Anais da Academia Nacional de Ciências], 54.1; 1965, p. 90,92,94). Embora os testes realizados pelo Dr. Harlow sejam certamente inquietantes, os resultados não devem ser tão surpreendentes. A história da criação deixa claro que Deus colocou em todas as Suas criaturas – seres humanos, aves e animais – a necessidade de relacionamento e comunhão de uns com os outros.

O Destruidor da Comunidade – relembre 1Ts 2:17-20. Segundo Lucas, o ministério de Paulo em Tessalônica teve um fim repentino quando as acusações e um grupo de judeus furiosos incitaram as autoridades locais a expulsar Paulo de Tessalônica. Em sua carta aos Tessalonicenses, Paulo se referiu a esse evento, mas ele o considerou de uma perspectiva diferente. A origem do problema que o estava impedindo de voltar a Tessalônica não era uma lei da cidade nem um grupo de judeus enfurecidos. Não! Segundo Paulo, o problema foi devido às obras de Satanás. Ele era a fonte principal por trás de todos esses eventos. Embora Paulo tivesse se referido a Satanás apenas algumas vezes em suas cartas, sua menção aqui é importante porque aponta para o grande conflito que está sendo travado nos bastidores da história da Terra. Em particular, vemos aqui os esforços do inimigo para impedir a vida em comunidade entre os seguidores de Deus.

Desde a criação dos seres humanos, Satanás tem planejado e conspirado para arruinar o plano de Deus de que Seu povo vivesse em uma comunidade unida com Ele e uns aos outros. Ele teve sucesso no início colocando Adão e Eva contra Deus e um contra o outro. E desde aquele fatídico dia no Éden, Satanás sabe que, quando os seguidores de Deus se unem há um tremendo poder para o bem, não deve ser nenhuma surpresa que ele trabalhe arduamente para causar separação, divisão, alienação e hostilidade entre o povo de Deus. Claro, Satanás não deve receber toda culpa por isso. Desde que o pecado afeta toda a humanidade, muitas vezes estamos dispostos a promover os planos do maligno mesmo sem sua motivação.

O Desejo de Companheirismo – Lei 1 Ts 3:1-13. Você já se sentiu isolado e sozinho no meio de um grupo de pessoas que você não conhecia ou no qual não se sentia confortável, e desejou ter pelo menos um grande amigo para lhe fazer companhia? Parece que o apóstolo Paulo se sentiu assim em Atenas, depois de decidir enviar Timóteo de volta a Tessalônica para verificar como estavam os novos conversos. Embora seja difícil relacionar todos os eventos de Atos com os de 1 Tessalonicenses, parece que, quando Timóteo partiu para Tessalônica, Silas ainda não havia se encontrado com Paulo. Esse encontro não ocorreria até que Paulo chegasse a Corinto algum tempo depois (At 17:15, 18:5). Isso significa que Paulo mais uma vez estava sozinho em uma cidade idólatra, privado de qualquer companhia cristã, uma situação que ele particularmente não apreciava (At 17:16). Por mais desconfortável que fosse essa situação para Paulo, ele estava disposto a fazer um sacrifício, desejando ouvir notícias sobre seus amigos de Tessalônica.

Paulo queria que Timóteo fizesse três coisas por ele, coisas que, aliás, deveriam ocorrer em todo relacionamento cristão. Primeiro, quis que Timóteo confirmasse e exortasse (1Ts 3:2) os tessalonicenses em sua fé. A palavra traduzida como confirmar significa “tornar firme” ou “sustentar”. A palavra exortar significa literalmente encorajar alguém, caminhando ao seu lado para apoiá-lo. Uma vez que Paulo não podia viajar para Tessalônica, ele quis que Timóteo fizesse o que ele mesmo gostaria imensamente de fazer. Segundo, ele quis que Timóteio falasse palavras de encorajamento e apoio que ajudassem os novos crentes a se manter na fé em Jesus durante os tempos difíceis que enfrentavam. Mais do que isso, em terceiro, Paulo também quis que Timóteio verificasse detalhes pessoais sobre a situação deles. O que havia acontecido na ausência de Paulo? Eles estavam conseguindo resistir? Como eles estavam lidando com as tentações? Fortalecer, apoiar e se preocupar com as experiências de vida dos outros: esses são três dos blocos fundamentais para construir os relacionamentos que Deus deseja que Seus seguidores experimentem.

Bons estudos!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tessalônica nos Dias de Paulo

Um feliz sábado para todos! A lição dessa nova semana vem com o título: “Tessalônica nos dias de Paulo”. Segue um breve comentário dela.



Verso para Memorizar: “Embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas” (1Co 9:19).

Conceito-Chave: O tipo de transformação que o evangelho procura realizar só pode acontecer quando a mensagem de Cristo é vista como relevante para as preocupações e problemas que as pessoas enfrentam.

Na década de 1960, Don e Carol Richardson viajaram para Nova Guiné como missionários. Eles queriam compartilhar o evangelho com o povo sawi, um grupo de canibais caçadores de cabeças que não tinham nenhuma informação nem noção sobre Deus. Depois de aprender a língua deles, os Richardsons começaram a contar aos sawi a história de Jesus e Sua crucificação. Os sawi gostaram da história, mas não da maneira que os missionários esperavam. Do ponto de vista dos sawi, o herói da história não foi Jesus, mas Judas! Em sua cultura, o último ato heroico era fingir fazer as pazes com o inimigo e depois traí-lo e assassiná-lo quando este menos esperasse. Para os sawi, Jesus foi um tolo por ter-Se deixado enganar tão facilmente.

Não conseguindo convencer as tribos sawi a pôr fim às lutas e mortes constantes, e desanimados pela falta de sucesso na disseminação do evangelho, os Richardsons anunciaram que estavam indo embora. Com medo de perder o acesso à medicina moderna e aos suprimentos que os missionários haviam levado, os líderes das tribos sawi prometeram fazer as pazes e convidaram os dois missionários, que não acreditavam nessa promessa, para participar da cerimônia de paz. Como garantia da paz, as tribos rivais trocaram crianças, que seriam criadas por outra tribo. Os sawi chamavam cada criança de “terop tim” ou “criança da paz”. Enquanto essas crianças vivessem, a paz estava assegurada. Embora o povo sawi considerasse o assassinato uma coisa trivial, assassinar uma criança da paz era diferente. Para eles não havia ato mais desprezível e vergonhoso que esse.

Nessa cerimônia, os Richardsons descobriam o segredo de que precisavam para apresentar o evangelho de modo relevante para o povo sawi. Judas não foi o herói da história do evangelho. Jesus era a divina Criança da paz, e Judas havia conspirado para matá-Lo. Horrorizados como o que Judas tinha feito, os sawi ficaram ansiosos para ouvir o restante da história que contava como Deus havia trazido a Criança da Paz de volta à vida. Posteriormente, muitos dos sawi, comovidos pela história do evangelho, tornaram-se cristãos.

Pare para pensar: o povo sawi respondeu ao evangelho somente quando sua mensagem fez sentido dentro de sua cultura. Que obstáculos culturais impedem as pessoas de se identificarem com a história do evangelho?

 Vamos ao comentário bíblico:

O Majestoso Evangelho dos Romanos – embora a lição dessa semana trate de uma quantidade considerável de informações históricas sobre Tessalônica, é importante não perder de vista o objetivo principal do autor: o domínio de Roma em Tessalônica criou um vazio e fome na vida de muitos habitantes gentios da cidade. Foi isso que deu a Paulo a oportunidade de proclamar Cristo como resposta às suas reais necessidades. A importância desse ponto, e sua relevância para nós, podem ser vistas mais claramente se considerarmos o contraste entre as alegações feitas por Roma antiga e a proclamação do Cristo ressuscitado, feita por Paulo.

O Império Romano é frequentemente elogiado por trazer dois séculos de estabilidade política, segurança e paz para o mundo mediterrâneo. No entanto, a “paz romana” ocorreu a um preço muito alto: violência, dominação, exploração das classes pobres e trabalhadores e morte por crucifixão de toda pessoa que afrontasse ou desafiasse o poder de Roma. Esse foi um fato muito claro para os líderes judeus em Jerusalém quando eles estavam deliberando sobre o rumo que deviam tomar ao lidar com Jesus (Jo 11:48-50).

Com o poder e opressão romanos também veio a arrogância romana. Certamente não há exemplo mais impressionante do que a Inscrição de Priene, que remonta ao ano 9 a.C., cerca de cinco anos antes do nascimento de Jesus. A inscrição enche Augusto César de elogios, chamando-o de salvador do mundo e fonte de paz e justiça.

Num forte contraste, Paulo respondeu a tais afirmações com um enfático: “Não! Se Jesus é o Senhor, César certamente não é. Tudo que Roma reivindica para si mesma, Paulo reclamava para o Cristo ressuscitado. Nesse contexto, é claro que o evangelho de Paulo não era apenas a respeito de como encontrar vida eterna além do túmulo, mas também incluía o acesso a uma nova maneira de viver no presidente sob o senhorio de Jesus e pelo poder do Espírito Santo. O evangelho era um chamado radical para seguir Jesus. Embora os romanos pudessem ter se aproveitado da esperança inútil que os tessalonicenses encontravam no culto de Cabirus, Paulo ofereceu uma esperança mais segura, enraizada no Jesus crucificado, cuja ressurreição havia desafiado não apenas o poder de Roma, mas a própria morte!

Todas as Coisas para com Todas as Pessoas – Uma das razões pelas quais a mensagem de Paulo sobre o Cristo ressuscitado teve tanto sucesso em Tessalônica foi sua capacidade de conectar a mensagem do evangelho às preocupações e necessidades dos tessalonicenses. Não pense que isso aconteceu por acaso. Um exame das palavras de Paulo em 1 Coríntios 9:19-22 deixa claro que, antes de pregar o evangelho em algum lugar, Paulo tomava tempo para conhecer as pessoas que ele estava tentando alcançar.

Em relação a alguns dos líderes de Corinto, Paulo precisava tomar uma posição decisiva sobre o direito dos cristãos de comer carne vendia no mercado depois que os animais tinham sido abatidos em templos pagãos e oferecidos primeiramente aos ídolos (1Co 8:4-6). Visto que os deuses pagãos não existiam realmente, qual era o mal em comer carne que tinha sido oferecido a eles? Cristãos que pensavam de outra forma estavam, na opinião de alguns líderes, sendo supersticiosos e não viviam de acordo com a verdade do evangelho.

Em vez de tomar partido, Paulo defendeu um padrão muito maior para o comportamento. Ele disse que os cristãos devem ser motivados em primeiro lugar pelo amor aos outros, não apenas pelo exercício dos próprios direitos. De fato, alguns “direitos” podem ser um “erro” se eles acabam prejudicando a causa de Cristo na vida de um irmão (1 Co 8:7-13).

Foi nesse contexto que Paulo falou sobre ser “tudo para com todos” (1Co 9:22). Quando Paulo esteve entre os judeus, estava disposto a se adaptar aos costumes e práticas do judaísmo. Se estivesse entre os gentios, não insistia em mostrar que era judeu. Ele estava disposto a se ajustar a qualquer contexto social, desde que isso não comprometesse as crenças centrais da sua fé em Cristo. Sua única preocupação era ter consciência das crenças e costumes das pessoas e demonstrar sensibilidade para com elas, a fim de encontrar uma oportunidade de compartilhar Cristo de maneira relevante para elas.

sábado, 7 de julho de 2012

Preservando Relacionamentos

Olá! Bom dia e um bom sábado para todos!

Segue um breve comentário da lição dessa nova semana, que tem como título: “Preservando Relacionamentos”.

 Verso Para Memorizar: “Quem é a nossa esperança, alegria ou coroa em que nos gloriamos perante o Senhor Jesus, na Sua vinda? Não são vocês? De fato, são a nossa glória e a nossa alegria” (1 Ts 2:19,20).

Conceito-chave para o crescimento espiritual: A terna preocupação de Paulo pelos crentes de Tessalônica é um exemplo do tipo de relacionamento afetuoso que Deus deseja desenvolver em nós para com as pessoas a quem ministramos.

Para muitas pessoas, evangelismo significa apenas alcançar um alvo de batismo. Embora os batismos sejam importantes, por vezes os novos conversos são esquecidos depois do batismo. Com poucos amigos verdadeiros na igreja, os novos membros muitas vezes acabam abandonando a igreja não muito tempo depois. A lição desta semana é um lembrete importante de que o verdadeiro evangelismo deve resultar na formação de relacionamentos estreitos e que durem para sempre. 

O que vamos falar agora é normal acontecer o tempo todo. Uma série de reuniões evangelísticas resulta em novos conversos entrando pela porta da frente e, no entanto, pouco tempo depois, desaparecem pela porta dos fundos. Frequentemente, o problema não é que os novos crentes deixem de acreditar, mas que eles nunca se sentiram realmente parte da igreja. Eles podem ter unido à igreja intelectualmente, mas não relacionalmente. Eles podem ter se sentido abertos para desenvolver um relacionamento com o evangelista ou pastor, mas uma vez que as reuniões terminam e a vida na igreja volta ao normal, eles se sentem como a pessoa que fica de fora na brincadeira musical das cadeiras. Sem relacionamentos estreitos com seus líderes espirituais, eles não têm o envolvimento pessoal que poderia ter ajudado a ancorá-los em sua nova decisão.


Analisando os textos bíblicos sobre o tema com base na lição:

 Novos Conversos em Tessalônica – leia Atos 17:1-4. Paulo deve ter ficado muito feliz com a resposta inicial à sua proclamação do evangelho em Tessalônica, especialmente depois do espancamento que Silas e ele tinham recebido em Filipos (at 16:2-24). Não foram apenas alguns judeus que ficaram convencidos pelos argumentos de Paulo, mas vários gentios piedosos, incluindo diversas mulheres de destaque, também decidiram se tornar membros da igreja recém-organizada por Paulo, que se reunia  numa casa. A descrição desses novos conversos não deve ser menosprezada. Lucas teve o cuidado de salientar que a mensagem cristã não era algum tipo de farsa religiosa projetada para tirar vantagem dos ingênuos, mas uma apresentação bem-fundamentada que apelava a judeus e gentios inteligentes, não apenas homens, mas também mulheres de importante posição social.

Uma leitura atenta de Atos também revela os nomes e alguns detalhes sobre três entre os novos crentes de Tessalônica. A primeira pessoa que encontramos é Jasom, que havia hospedado Paulo. Parece que Jasom era judeu de língua grega, dando o fato de que esse nome era comum entre os homens judeus, que, como Paulo, cresceram fora da Palestina. Jasom deve ter sido um home de recursos, porque sua cara era grande o suficiente para hospedar Paulo e para servir de igreja. Os outros dois nomes são apresentados mais tarde em Atos: Aristarco e Secundo. De acordo com Atos 20:4, esses dois homens eram de Tessalônica e tinham sido nomeados para viajar com Paulo a Jerusalém, levando um donativo financeiro destinado a demonstrar a boa vontade e a unidade das igrejas dos gentios para com seus irmãos judeus em Jerusalém. Secundo foi um cristão gentio (seu nome romano significa o “segundo” filho de seu pai). Aristarco foi um judeu cristão (Cl. 4:10,11) que se havia tornado amigo próximo de Paulo. Ele acompanhou Paulo nas viagens e até compartilhou de sua prisão.

Problema em Tessalônica – De acordo com Atos 17:5, o sucesso de Paulo em Tessalônica enfureceu alguns dos judeus que não foram convencidos por sua mensagem. Com inveja do sucesso de Paulo entre os gentios, e certamente não muito felizes porque alguns de seus compatriotas se haviam unido a Paulo, eles decidiram recorrer à ajuda de “alguns homens maus dentre a malandragem” para incitar confusão. Em grego, a expressão “homens maus dentre a malandragem” significa literalmente “homens do mercado”. Refere-se a um grupo de bandidos desempregados que andava pelo mercado à procura de algo para fazer. Que contraste em relação às pessoas que responderam ao evangelho de Paulo!

De acordo com Lucas, esses desordeiros invadiram a casa de Jasom a fim de arrastar Paulo para a multidão (17:5). A palavra grega traduzida como “povo” ou “multidão” (demos), pode também se referir à assembleia pública de cidadãos, que tinha autoridade sobre questões legais locais. Não podendo colocar as mãos em Paulo, decidiram arrastar Jasom e outros irmãos diante dos magistrados locais. Quando eles chegaram, apresentaram duas acusações contra Paulo: 1) que Paulo era um perturbador itinerante com um histórico de causar problemas em outras cidades, 2) que Paulo era culpado de sedição por afirmar que Jesus, não César, era o rei. Suficientemente alarmados pro essas acusações, os magistrados baniram Paulo e Silas da cidade e exigiram que Jasom pagasse algum tipo de taxa, a fim de garantir que os dois homens não mais voltariam.

A Preocupação de Paulo para com os Novos Conversos – A saída repentina de Paulo de Tessalônica o deixou angustiado a respeito do bem-estar espiritual de seus novos conversos. O que havia acontecido com eles: Depois de semanas andando de uma cidade para outra, preocupando-se com a situação dos crentes a quem ele tinha deixado de moto tão repentino em Tessalônica, Paulo estava emocionalmente abatido. No espaço de apenas alguns versos, em 1 Tessalonicenses 2:17-3:10, ele falou repetidamente sobre sue desejo de vê-los, sua angústia, sua aflições, e mencionou duas vezes sua incapacidade de suportar esse faro por mais tempo. Outro vislumbre interessante do estado mental de Paulo é a maneira pela qual ele descreve sua partida repentina de Tessalônica (1Ts 2:17). A expressão “privado” (RC) vem de uma palavra grega (aporphanizõ) e significa “tornar órfão” uma pessoa. Em outras palavras, Paulo comparou a profunda angústia que sentia com a de um pai afastado de seu filho. Nesse estado mental, Paulo certamente deve ter se perguntado se ele e seus companheiros realmente haviam sido chamados por Deus para a Macedônia (At 16:9,10).

A melancolia que ameaçava submergir Paulo e Silas foi superada pelo relatório positivo de Timóteo sobre a situação em Tessalônica. O fato de que o evangelho tinha criado raízes nessa cidade, apesar da adversidade e perseguição, renovou a confiança deles de que Deus os havia de fato chamado à Macedônia.
 
Bons estudos

sábado, 30 de junho de 2012

O Evangelho Chega a Tessalônica

Olá! Vocês estão alegres hoje? Mas é claro que sim, né gente! Hoje é sábado e sábado é dia de alegria, não é mesmo?

Bom, vamos ao comentário da primeira lição desse novo trimestre? Ela vem com o título “O Evangelho Chega a Tessalônica”.



Verso para Memorizar: “Também agradecemos a Deus sem cessar, pois, ao receberem de nossa parte a Palavra de Deus, vocês a aceitaram não como palavra de homens, mas segundo verdadeiramente é, como Palavra de Deus, que atua com eficácia em vocês, os que creem” (1Ts 2:13).

Conceito-Chave para o Crescimento Espiritual: O sacrifício de Cristo não foi, em última análise, um erro de justiça, mas parte do plano divino para lidar com o pecado e restaurar os pecadores à comunhão ininterrupta com Deus.

Nesta semana examinaremos por que a Escritura diz que foi “necessário” que o Messias sofresse e morresse a fim de cumprir o plano de Deus para redimir o mundo.

Em 5 de agosto de 2010, aconteceu um desastre numa mina de metais preciosos no Chile, quando 700.000 toneladas de rocha caíram na entrada principal da mina, prendendo 33 mineiros a 700 metros abaixo do solo. As equipes de resgate já haviam quase desistido de encontrar sobreviventes, mas finalmente, após 17 dias perfurando em diferentes áreas da mina, uma broca voltou à superfície trazendo um bilhete que dizia: “Todos nós aqui no abrigo estamos bem”. Miraculosamente, os mineiros haviam sobrevivido, embora quase tivessem morrido de fome, imediatamente foram elaborados planos para perfurar um túnel de escape. Enquanto muit9os ficaram frustrados porque o túnel levaria mais de dois meses para ser perfurado, outros estavam preocupados porque o tamanho do túnel, que se estendia por 700 metros através da rocha sólida, era muito pequeno. Por que o túnel tinha que ser tão pequeno? Embora os engenheiros tivesses explicações detalhadas, a resposta simples foi que isso era “necessário” para que o resgate tivesse sucesso. Um túnel de escape maior (em uma mina muito explorada e que tinha mais de um século de existência) era demasiadamente perigoso. A situação dos mineiros chilenos pode ser comparada com a nossa necessidade de resgate divino.

A Necessidade do Sofrimento e Morte de Cristo – De acordo com Lucas, um componente central da apresentação do evangelho aos tessalonicenses foi o fato de que o sofrimento e a morte de Cristo não foram um erro trágico, mas uma “necessidade” divina. A palavra grega traduzida como “necessário” (dei) é significativa para Lucas. Ela ocorre dezoito vezes em seu evangelho e vinte e duas vezes no livro de Atos. Lucas usou essa palavra para indicar que os eventos da vida de Jesus não foram meramente resultado do acaso, mas parte de um plano divino revelado nas Escrituras para redimir a raça humana.

A primeira vez que Lucas usou essa palavra em seu evangelho foi no relato de quando, em Jerusalém, José e Maria perderam de vista Jesus. Ele tinha doze anos de idade (Lc 2:41-51). Quando eles finalmente O encontraram no templo, Jesus disse que não deveria ter sido nenhuma surpresa que Ele estivesse ali porque era “necessário” (Eu devia, NVI) que Ele estivesse “na casa de (Seu) Pai (Lc 2:49). Essa mesma mensagem básica ocorre várias vezes em Lucas, quando Jesus falou sobre vários aspectos de Sua vida. Jesus falou sobre Sua necessidade divina de pregar o evangelho, de curar no sábado uma mulher aleijada, de participar da refeição na casa de Zaqueu, e, mais importante e com mais frequência, da necessidade de Seu sofrimento, rejeição e morte em Jerusalém (Lc 13:33, 17:25, 22:37).

Embora seja fácil ver a “necessidade” por trás de alguns desses eventos, como a cura de alguém para demonstrar o amor de Deus, por que também foi “necessário” que Jesus sofresse e morresse, como parte do plano de Deus para salvar o mundo? Deus não poderia ter simplesmente ignorado o pecado ou, para usar a metáfora do golfe, nos haver dado “uma segunda chance” que não exigisse Sua morte?

Mesmo que ignorar um pecado pareça uma coisa fácil de fazer, Deus não poderia ter feito isso sem comprometer Sua justiça e santidade. O pecado não é um problema trivial. É inteiramente oposto a Deus. O pecado é o mal e causa sofrimento e morte. Ignorar o pecado teria sido o equivalente a justificar sua existência. Deus não poderia ter feito isso. Sua natureza exigia que Ele resolvesse o problema do pecado. No entanto, como um Deus de amor, Ele também queria oferecer misericórdia aos pecadores.

A fim de ser justo ao lidar com o pecado e ser misericordioso no trato com os pecadores, Deus decidiu assumir o castigo e a penalidade de nossos pecados. Ele fez isso enviando Jesus para ser nosso Substituto. Jesus morreu a morte que nós merecemos, para que tivéssemos a vida que Ele merecia. É exatamente isso que o apóstolo Paulo explica em Romanos 3:26, onde ele diz que ao morte de Jesus tornou possível que Deus fosse “justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”.

A Loucura da Cruz – Leia Romanos 1:16. Enquanto os primeiros cristãos viam o sofrimento e morte de Cristo como uma parte “necessária” do plano de Deus para redimir o mundo, judeus e gentios não viam dessa maneira. A ideia de que o Messias aguardado há muito tempo devesses ser crucificado parecia absurda para os judeus. O Messias devia ter derrotado os inimigos de Israel e não ter sido crucificado por eles! Os romanos também pensavam que os cristãos estavam iludidos em seguir a Jesus. Quem adoraria alguém eu fosse, pelo menos na mente de um romano, um criminoso crucificado? Do ponto de vista do mundo, a cruz era um objeto de vergonha e derrota, e não algo a ser venerado.

Em um pedaço de grafite antigo descoberto em Roma, aproximadamente do tempo de Paulo, podemos ter um vislumbre do tipo de zombaria e desprezo que os cristãos devem ter experimentado como resultado de sua fé. Curiosamente, essa descoberta, conhecida como o grafite de Alexamenos, também parece ser o mais antigo desenho conhecido da crucifixão de Jesus. Ele retrata uma cena de crucifixão, em que o indivíduo na cruz tem a cabeça de um burro, mas o corpo de um homem. Ao lado da cruz, um jovem pode ser visto ajoelhado em adoração. Rabiscada abaixo da cruz está a declaração: “Alexandre adora (seu) deus”. A mensagem é obvia: os cristãos eram vistos como estúpidos por acreditar em Jesus. Nesse tipo de ambiente, não é de admirar que, ao escrever aos Romanos, Paulo tivesse que lembrar-lhes de que o evangelho do Jesus crucificado e ressuscitado não era algo de que se devesse envergonhar, mas algo de que se devia gloriar (Rm 1:16). Foi por meio da “loucura” (1Co 1:18) da cruz que Cristo venceu o poder do pecado e da morte.

Bons estudos!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Epístolas aos Tessalonicenses

Olá gente linda! Tudo bem com vocês?

E aí? Empolgados para a nova lição da Escola Sabatina?

Bom, esse novo trimestre (3º trimestre de 2012) a lição da Escola Sabatina vem com o título "Epístolas aos Tessalonicenses".

Pra quem quiser conferir os temas de cada lição, assista ao vídeo abaixo:



Os tessalonicenses tinham uma firme esperança, fundamentada no que Cristo havia feito por eles, uma esperança que apontava para a maior promessa de todas: a segunda vinda de Jesus.

Neste trimestre, teremos um vislumbre da vida de uma igreja cristã primitiva, de fato uma igreja urbana, e veremos algumas das lutas e desafios que ela enfretou, incluindo as dificuldades decorrentes do fato de que Cristo ainda não havia voltado! Os pricípios refletidos nas palavras de Paulo aos tessalonicenses tratam de questões e desafios que também enfrentamos, enquanto aguardamos o Senhor Jesus.

Bons estudos!



sábado, 23 de junho de 2012

Um Feliz Sábado para todos os nossos queridos!

A última lição do trimestre vem com o título “Um Ministério Perpétuo”. Segue um breve comentário dos principais pontos, lembrando que a leitura do artigo não substitui o estudo diário da mesma.



Verso para Memorizar: “Com que se parece o Reino de Deus? Com que o compararei? É como um grão de mostarda que um homem semeou em sua horta. Ele cresceu e se tornou uma árvore, e as aves do céu fizeram ninhos em seus ramos” (Lc 13:18 e 19).

Conceito-Chave para o Crescimento Espiritual: A força da vida cristão é o profundo relacionamento de amor com Deus. Uma vibrante e saudável caminhada com Ele se manifesta no desejo permanente de salvar os perdidos.

Com certeza alguém já viveu alguma experiência parecida com essa: um jovem saiu para entregar folhetos em sua comunidade. Então, ele entregou um folheto a um homem dentro de um carro parado em um cruzamento. O homem pegou o folheto com um sorriso, tirou o acendedor de cigarros e queimou o folheto. É fato que a cena deve ter afetado o referido jovem. Mas que fique claro aqui uma coisa: O evangelismo pode, às vezes, ser difícil, mas devemos continuar na força do Senhor.

A ênfase da lição de domingo sobre os passos do evangelismo é instrutiva. Há um processo pelo qual as pessoas são levadas de uma vida de pecado para uma vida de entrega a Deus. Essa obra do reino é o grande chamado da vida do cristão. (Mt 28:18-20). Esse chamado exige muito dos que o aceitam.

Quando Jesus percebeu a oportunidade de dar “água viva” à mulher samaritana, Ele estava consciente de todos os tabus que quebraria ao falar com ela, um dos quais era o ódio racial que existia entre judeus e samaritanos (leia um pouco mais sobre essa história em 2Rs 17:23-29, Ed 4). O comentário Bíblico Adventista (The SDA Bible Commentary) diz: “O ódio racial mantinha judeus e samaritanos tão distantes que eles evitavam o convívio social, se possível” (v. 5, p. 938). Pare para pensar: o que as ações de Jesus nos dizem sobre a importância de compartilhar a mensagem da salvação a todo custo? Que outros tabus culturais Jesus quebrou ao Se aproximar da mulher samaritana? Que lições existem para nós na comunicação de Jesus com essa mulher, apesar de sua má reputação?

Na lição de segunda-feira, aprenderemos que a comunhão cristão é uma das formas pelas quais Deus fundamenta os novos cristãos na fé. A palavra Koinonia, usada por Paulo em Atos 2:42, significa compartilhar, unidade, estreita associação, companheirismo, participação, sociedade, comunhão e fraternidade. Koinonia é uma unidade iniciada e dirigida pelo Espírito Santo.

Os novos cristãos mencionados em Atos se entregavam de todo o coração a Deus e ao serviço uns dos outros. Eles comiam juntos. Há comunhão mais íntima entre amigos do que compartilhar uma refeição? Jesus foi repreendido porque comia com os pecadores (Lc 15:2). Devemos notar aqui que os crentes não relegem a comunicação e o companheirismo a um determinado dia da semana ou a certa forma de foco ministerial. Eles não se reúnem apenas quando a igreja sai para realizar um ministério em algum lugar. Os cristãos possuem uma cultura espiritual de solicitude e de testemunho.

A lição termina com um duplo foco na recuperação dos membros perdidos e na conservação de todos os membros, de modo que nenhum deles deixe a comunhão.

À medida que novos membros se unem à igreja, há uma sensação palpável de entusiasmo. Muitas vezes, os membros antigos veem isso como prova de que Deus está abençoando a igreja e que a igreja está ativamente envolvida no ministério ao qual foi chamada. Os novos membros são conduzidos ao ministério ativo e preparados para o serviço. Igrejas que crescem têm uma aura sobre elas. Isso pode levar a uma espécie de negligência em relação ao ministério para a comunidade mais ampla? Essas igrejas podem se tornar focalizadas em si mesmas, enquanto professam cumprir a comissão evangélica?

Em seu livro desafiador The Externally Focused Church (A Igreja Focalizada para Foral), os autores Rich Rusaw e Eric Swanson escreveram: “Igrejas focalizadas para dentro se concentram em trazer pessoas para dentro da igreja e gerar atividades ali. ... Essas são boas igrejas, cheias de pessoas boas. O que elas fazem é vital, mas não é suficiente para que sejam igrejas sadias. Adoração, ensino e devoção pessoal são absolutamente necessários para desenvolver a capacidade interna essencial a fim de manter o foco externo. No entanto, se todos os recursos humanos e financeiros são aplicados dentro das quatro paredes da igreja, não importando que as coisas pareçam ser ‘espirituais’, algo está faltando” (Loveland, Colorado, Group Publisching, 2004, p. 16).

Bons estudos.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Avaliando o Testemunho e o Evangelismo

Olá! Feliz Sábado!

Segue um breve comentário da lição dessa nova semana, que vem com o título: “Avaliando o Testemunho e o Evangelismo”.



Verso para Memorizar: “Como brinco de ouro e enfeite de ouro fino é a repreensão dada com sabedoria a quem se dispõe a ouvir” (Pr. 25:12).

Conceito-chave para o Crescimento Espiritual: Avaliar nosso testemunho e esforços evangelísticos é uma forma de manter a fidelidade à missão do modo mais eficaz possível.

Leia a seguinte história e pense sobre a necessidade de avaliar nosso trabalho de alcançar pessoas: A história fala de uma aldeia africana em que o cristianismo se havia enraizado. Os membros da comunidade entregaram a vida a Cristo e começaram a aprender as disciplinas espirituais que tornam possível uma forte e vibrante caminhada com Deus. A oração era uma das disciplinas que os primeiros cristãos começaram a praticar. A grama alta ao redor de cada casa revelava os fiéis e os infiéis na oração. Um dia, um membro da tribo começou a se preocupar depois que percebeu que a grama havia coberto o local de oração de um homem da vila. Ele se aproximou do amigo e disse: “irmão, está tudo bem?” – “Por que você pergunta?” – foi a resposta do homem assustado. – “Bem, irmão, a grama está crescendo em seu caminho”.

Pense Nisto: No mundo politicamente correto de hoje, poucas pessoas teriam a coragem de abordar um amigo sobre sua vida de oração. No entanto, como estudaremos nessa semana, Deus nos pede que submetamos nosso ministério a um processo de avaliação. Por que muitas pessoas temem ser avaliadas?

O apóstolo Paulo e os líderes da igreja primitiva fizeram um grande esforço para incorporar em sua crescente comunidade de fé uma forma de medir sua eficiência. Eles não hesitaram em avaliar pessoalmente os que serviam no ministério. Esta seção analisa as orientações de Paulo para avaliação e algumas diretrizes usadas e ensinadas por Cristo.

Alguns Bons Líderes – O cristianismo do Novo Testamento se caracteriza por uma inclusão contrária à tendência do Antigo Testamento. No Novo Testamento, o ministério é visto como pertencendo a todo aquele que declara a fé em Jesus Cristo. Em Mateus 11:25-30, Jesus convidou homens e mulheres sobrecarregados a descansar nEle. Os que O seguiram foram preparados para o ministério. Essa mesma disposição foi vista no trabalho dos apóstolos. Eles acolhiam todos na comunhão e no ministério, mas a liderança exigia mais do que acolhimento superficial.

Em 1 Timóteo 3:1-13, notamos que os líderes tinham que ser indivíduos de maturidade comprovada e excelente caráter. Afinal, eles estavam sendo chamados para liderar a igreja na adoração, no evangelismo, no serviço e na prática dos dons espirituais de cada um. As diretrizes de qualificação para a liderança, proferidas por Paulo, não enfatiza a linhagem da família, como havia ocorrido nas diretrizes do Antigo Testamento. A ênfase de Paulo era a demonstração de caráter ético e retidão moral em longo prazo. Todo aquele que vivesse dessa maneira poderia ser levado em consideração para a liderança.

Possivelmente Paulo tivesse em mente outro motivo para estabelecer essas normas rigorosas para a avaliação dos bispos. O Comentário Bíblico Adventista (The SDA Bible Commentary) declara: “O cristianismo exerceria pouca atração se faltasse integridade aos seus líderes, como ocorre, muitas vezes, com os homens de fora da igreja”. (v. 7, p. 299).

O procedimento de avaliação de Paulo foi concebido para garantir que o ministério do evangelho dado a Timóteo fosse construído sobre uma base forte. O que acontece com uma igreja quando seus líderes são antiéticos ou imorais?

O que Jesus Fez – A lição de segunda-feira nos anima a avaliar com cuidado, procurando sempre reafirmar uns aos outros em Cristo. O apóstolo Paulo costumava se esforçar para reconhecer os indivíduos e grupos quando via neles algo digno de louvor. Para os cristãos em Éfeso, ele escreveu: “Por essa razão, desde que ouvi falar da fé que vocês têm no Senhor Jesus e do amor que demonstram para com todos os santos, não deixo de dar graças por vocês, mencionando-os em minhas orações” (Ef 1:15, 16). Paulo incentivava os santos sempre que possível. Ele estava sempre à procura do bom fruto espiritual, sempre verificando para ver como poderia encorajar os santos às boas obras.

Sem dúvida, Paulo aprendeu essa ética do encorajamento com o exemplo de Jesus. Cristo parecia dedicar um cuidado especial às pessoas que tinham sido avaliadas e descartadas pelos líderes religiosos da época. Da mulher apanhada em adultério, Ellen White escreveu: “Jesus contemplou por um momento a cena – a trêmula vítima em sua vergonha, os mal-encarados dignitários, destituídos da própria simpatia humana. Seu espírito de imaculada pureza recuou do espetáculo. Bem sabia para que fim esse caso fora levado a Ele. Lia o coração, e conhecia o caráter e a história da vida de cada um dos que se achavam em Sua presença. Esses pretensos guardiões da justiça haviam, eles mesmos, induzido a vítima ao pecado, a fim de preparar uma armadilha para Jesus. Sem dar nenhum indício de haver escutado a sua pergunta, o Mestre inclinou-Se e, fixando no chão o olhar, começou a escrever na terra” (O Desejado de Todas as Nações, p. 461).

Jesus havia avaliado os acusadores da mulher em um nível mais profundo do que qualquer ser humano podia fazer. Ele leu o coração deles e escreveu a avaliação do seu conteúdo na terra, para que todos vissem.

Note: os fariseus trouxeram a mulher diante de Jesus com a intenção de prendê-Lo em uma armadilha. Eles não se importavam com a mulher e até mesmo a haviam levado a pecar. Em outras palavras, eles tentaram usar o pecado dela para alcançar seus objetivos. Quando avaliamos as pessoas – ou, aliás, os ministérios – como podemos ter certeza de que estamos avaliando sem espírito crítico?

Verifique o Fruto – A lição de quarta-feira tratou da espinhosa questão das formas de avaliar o crescimento espiritual das pessoas. Somos seres humanos caídos, falíveis, de uma raça deteriorada por seis mil anos de pecado. Visto estarmos afastados de Deus, nosso julgamento é falho, imperfeito e sem qualificação para “avaliar algo tão ‘intangível’ como a espiritualidade dos outros”. No entanto, somos chamados a fazer exatamente isso, às vezes. Por exemplo, em Mateus 7:15, Jesus nos dá orientações para identificar os falsos profetas que vêm a nós “vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores”. Ele parece complicar ainda mais o assunto, abrindo essa parte final do Sermão da Montanha com um discurso contra a atitude de julgar os outros. É possível verificar o fruto da pessoa e não julgá-la? Como podemos distinguir um verdadeiro profeta de um falso? Devemos observar o fruto crescendo na árvore da sua vida.

Observar o fruto é diferente de julgar? O Comentário Bíblico Adventista (The SDA  Bible Commentary) menciona que, quando Jesus advertiu Seus ouvintes a não julgar para que não fossem julgados, Ele estava Se referindo “especialmente a julgar os motivos dos outros, e não a julgar seus atos certos ou errados. Somente Deu sé competente para julgar os motivos dos homens, devido ao fato de que unicamente Ele é capaz de ler os pensamentos mais profundos dos homens” (v. 5, p. 354, 355).

Jesus disse aos seus ouvintes que eles conheceriam (A palavra grega conhecer, usada em Mateus 7:16, significa conhecer totalmente) os falsos pelas palavras proferidas, pelos atos cometidos e pela maneira de vier. No entanto, Ele nunca pediu aos Seus ouvintes que julgassem a motivação do coração das pessoas.

Bons estudos!

sábado, 9 de junho de 2012

Levando Informação à Igreja


Gente, bom dia e um feliz sábado!

Segue um breve comentário da lição dessa nova semana, que vem com o título “Levando Informação à Igreja”. A leitura do artigo não substitui o estudo diário, mas apenas visa ressaltar alguns pontos interessantes.


Verso para Memorizar: “Voltaram os apóstolos à presença de Jesus e Lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado” (Mc 6:30).

Conceito-Chave para o Crescimento Espiritual: Embora os relatórios sobre nosso testemunho e atividades evangelísticas não sejam tão importantes quanto as boas-novas do evangelho, eles representam um ele fundamental na cadeia do plano de Deus para salvar a humanidade perdida. É essencial falar sobre a atuação de Deus em toda a igreja.

A lição desta semana analisa os mecanismos de comunicação da igreja primitiva, enfatizando especialmente o efeito que a comunicação tem sobre líderes e leigos. Ao estudar a lição, observe a grande quantidade de meios de comunicação em nosso ambiente atual.

Vivemos em um mundo saturado pela mídia. Há benefícios profundos em viver numa época em que as notícias viajam à velocidade da luz. Quando um forte terremoto devastou o Haiti, em 2010, a notícia da devastação estimulou o apoio mundial às vítimas. As ações de socorro foram até pioneiras em uma nova forma de ajuda: doação por mensagem de texto.

Mas o que a tecnologia deu ela também tirou. Uma vez que a mídia “tirou do canal” sobre o Haiti, o mundo rapidamente seguiu o exemplo. Hoje, raramente há uma menção da crise hatiana no noticiário. O que entendemos com isso? A crise vende, mas apenas por um tempo.

A lição de quarta-feira considera algumas das razões pelas quais acreditamos ou fazemos certas coisas. Vale lembrar que o relato inicial das boas-novas da salvação foi motivado por um evento sobrenatural. No fim de seu livro, Lucas descreve um grupo de discípulos espantados, lutando desesperadamente para se acostumar com a ideia de reaparecimento de seu Salvador crucificado recentemente.

Lucas comenta: “Então (Jesus) lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras” (Lc 24:45) relacionadas com Sua vinda, morte, ressurreição e ascensão. Os momentos que os discípulos passaram com Jesus após a ressurreição deixaram uma marca indelével em sua consciência. Como eles poderiam enfrentar a vida sem contar a notícia maravilhosa de seu Salvador que havia vencido a morte?

Ellen White escreveu que, à medida que o Salvador ressuscitado explicava aos discípulos as profecias a respeito da obra de Sua vida, eles “começaram a compreender a natureza e extensão de sua obra e a reconhecer que deviam proclamar ao mundo as verdades a eles confiadas. Os acontecimentos da vida de Cristo, Sua morte e ressurreição, as profecias que apontavam para esses acontecimentos, os mistérios do plano da salvação, o poder de Jesus para remissão de pecados – de todas essas coisas eles haviam sido testemunhas e deviam torná-las conhecidas ao mundo” (Atos dos Apóstolos, p. 27).

Leia Mateus 28:18-20 e I Coríntios 9:19-23. Incontáveis volumes têm sido escritos a respeito da comissão evangélica, o chamado de Jesus para conduzir homens, mulheres, meninos e meninas a um conhecimento salvífico a respeito dEle. Todos os discípulos de Cristo são chamados para essa obra. Quando a comissão for vivida e pratica, as pessoas perceberão e falarão sobre isso.

Os relatórios evangelísticos não são um exercício de narcisismo. De fato, como a lição de quinta-feira deixa claro, quando as obras de Deus são relatadas resta pouca coisa a fazer, exceto dar a Ele glória e louvor.
Por que isso acontece? Talvez tenha algo a ver com a natureza e o alcance da comissão evangélica: “O cristianismo foi a primeira religião a assumir um caráter verdadeiramente internacional. As religiões pagãs eram, em grande parte, destituídas de zelo e atividade missionários. Elas eram principalmente de caráter nacional e não saíam para converter pessoas de outras nações. A comissão evangélica efetivamente elimina as fronteiras, e homens de todas as nações se tornam membros de uma grande irmandade” (The DAS Bible Commentary – Comentário Bíblico Adventista – v. 5, p. 557).
Essa fé que rompe fronteiras foi uma maravilha para o mundo no qual os apóstolos ministrara, e continua a ser uma maravilha hoje.

Leia Atos 1:8, 11:15. O Espírito Santo foi indispensável para a obra dos primeiros discípulos. Foi o derramamento do Espírito que fez deles vasos nas mãos de Deus, aptos para salvar seres humanos caídos.

Em atos 11:1-18, Pedro testemunhou sobre as ações do Espírito. Fica a impressão de que ele não estava tanto defendendo a inclusão dos gentios cristãos na família de fé quanto simplesmente relatando a atividade de Deus. O Senhor havia dado a eles o dom, e Pedro não podia fazer nada para mudar o plano divido (v. 17).

Em Atos, o Espírito é viso enchendo os cristãos (At 2:4), atuando sobre os que se arrependeram e foram batizados (At 15:8) e conduzindo e orientando os líderes da igreja (At 15:28). Essas foram apenas algumas das atuações do Espírito no livro de Atos.

Os belos relatórios dos cristãos primitivos testemunharam de algo novo, poderoso e dinâmico agindo em sua vida e na vida daqueles a quem procuravam alcançar. Deus estava operando neles e por meio deles.

Bons estudos!
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